sexta-feira, 25 de junho de 2010

Terra Encantada: conheça tudo que você sempre quis saber

Uma reportagem no portal G1 respondeu praticamente todas as perguntas que a maioria dos fãs e não-fãs da Terra Encantada sempre queriam saber, seja de acordo com o estado de conservação de seus brinquedos ou até mesmo quem são os atuais donos do parque temático na Barra. Segue abaixo, na maior reportagem feita até agora pelo nosso blog, todos os dados essenciais dados pela reportagem do G1 Rio destacados com a sua devida importância. Será tudo dividido em partes para a compreensão melhor de nossos leitores.

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1a Parte: Depoimentos de visitantes

O delegado Rafael Willis irá levantar todas as denúncias graves feita contra o Terra Encantada desde 2005, quando houve o primeiro acidente na Monte Aurora. De lá para cá, as medidas adotadas não chegaram a impedir o funcionamento do parque, e ainda revelou um jogo de empurra numa discussão sobre atribuições de competências e morosidade nas decisões.

Denúncias encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

No relato, uma mulher conta que esteve no Terra Encantada no dia 29 de março de 2009 acompanhada de sua família e amigos e ficou "horrorizada com o estado deplorável" do parque. "Será necessário ocorrer um acidente para que uma medida seja tomada?", questiona. "Meu filho de 10 anos perguntou se aquilo era um parque do terror, devido ao completo abandono."

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2a Parte: O problema da falta de segurança

O que era vísivel, foi comprovado. Todos os brinquedos do Terra Encantada estão condenados, seja eletricamente ou na parte mecânica. No dia 10 de fevereiro de 2009 um técnico em mecânica chegou a mandar um documento à Defesa Civil municipal e ao Crea alertando sobre a falta de segurança e pedindo uma inspeção técnica no local.

Para o promotor do Ministério Público, Carlos Andresano Moreira, o acidente reforçou a convicção de que existem graves falhas na prestação do serviço e em virtude disto, o inquérito está sendo instaurado para apurar as devidas responsabilidades. Carlos reconhece que houve uma demora para apurar as irregularidades no parque, e como o CREA-RJ não interditou o local imaginando que fosse uma coisa pontual. Mas, com a morte dessa senhora, ficou claro que havia uma demanda de urgência. 

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3a Parte: A resposta do CREA-RJ

O CREA-RJ em ofício assinado pelo engenheiro agrônomo Anciley Alves Pinheiro, afirma que, em sua atribuição de fiscalizar profissões ligadas ao órgão, constatou a presença de três engenheiros como técnicos responsáveis pelos equipamentos do parque, sem detalhar, no relatório, se encontrou falhas na manutenção e no funcionamento dos brinquedos. 

O presidente da instituição, Agostinho Guerreiro, firma que a instituição cumpre seu papel, previsto por lei, de fiscalizar o exercício profissional. Mas admite que houve demora na conclusão da vistoria e que, se, a equipe técnica deveria ter feito um “relatório circunstanciado” e encaminhado aos órgãos competentes de fiscalização. 

“Essa é minha orientação. Isso poderia ser feito pelo interesse, pela consciência. Poderiam ir um pouco além. Eu precisaria saber o que houve, mas a resposta poderia ser agilizada”, reconhece Guerreiro, informando que foi constituída uma comissão que na próxima semana convocará os profissionais responsáveis pelo parque para que prestem seus esclarecimentos. 

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4a Parte: O problema elétrico do parque

No dia 12 de janeiro de 2009, um morador de Itaboraí, que visitou o parque acompanhado da mulher e os quatro filhos, fez uma outra denúncia grave. Desta vez, enviada à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (Alerj). Ele conta que os brinquedos não funcionavam, por falta de energia elétrica, mas que os funcionários continuavam vendendo ingressos.

Em resposta, o diretor operacional do Terra Encantada, Marcos Vinicius Gomes dos Santos, admite que os passaportes continuaram a ser vendidos sem que os visitantes fossem avisados da falta de energia, já que "a paralisação era momentânea e outros brinquedos estavam funcionando normalmente" pelo sistema de geradores.

Vale lembrar que a Terra Encantada tem seus problemas elétricos desde que a Light parou de fornecer energia para o parque e o mesmo entrou no sistema de geradores, causando problemas aos brinquedos pela baixa energia e instituindo o sistema de revezamento do funcionamento, como acontece na Monte Makaya e na Caravela. 

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5a Parte: Os donos do Terra Encantada

Em pesquisa feita pela equipe de redação do portal G1, os responsáveis pelo Terra Encantada, pertencente a Parques Temáticos S.A, são os diretores Celso Antonio Gondim Dias e Marcos Vinícius Gomes dos Santos, o último prestou depoimento na terça feira (22) dizendo que o acidente foi uma fatalidade e a mulher pode ter desmaiado.

Os principais dirigentes do Terra Encantada deixaram a sociedade em 2007, portanto, antes do acidente que vitimou a idosa no último sábado. De acordo com os dados da Jucerja (Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro) eram: Tjong Hiong Oei, Rodney Kien Hwa Oei, Danilo Rangel Rocha, Roberto Alves Secchin e João Ricardo Morcillo. O diretor José Eduardo de Barros Tostes se afastou da administração em outubro de 2001.

Fonte: G1 Rio

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