terça-feira, 22 de junho de 2010

Ex-técnico da manutenção já alertava riscos

Em reportagem ao G1 Rio, um ex-funcionário da Terra Encantada, que pediu para não ser identificado, disse que já havia alertado no ano passado que a manutenção dos brinquedos tinha problemas. O técnico em mecânica chegou a mandar no dia 10 de fevereiro de 2009 um documento à Defesa Civil municipal e ao Conselho Regional de Engenharia (Crea) alertando sobre a falta de segurança e pedindo uma inspeção técnica no local. Temendo sofrer algum tipo de represália, ele pediu para não ser identificado.

Um ano depois, em fevereiro de 2010, o Crea informou que foi feita uma fiscalização em todos os brinquedos do parque Terra Encantada. Na época, o Ministério Público do Rio recebeu uma denúncia de falta de manutenção no local, mas nenhuma irregularidade foi encontrada.

Já a Defesa Civil municipal informou que, embora o engenheiro Luís André Moreira Alves, coordenador técnico do órgão, tenha recebido o documento - fato atestado com a assinatura do funcionário no documento e um carimbo do órgão - a ocorrência não foi localizada.

Abaixo, segue a fala do ex-técnico da Terra Encantada:
"Não concordava com a canibalização dos equipamentos, a forma irresponsável que estavam tratando a segurança e a manutenção dos brinquedos. Os equipamentos estavam funcionado com material desgastado porque não queriam comprar peças de reposição” (...)  "Na época, cheguei a pedir aos meus amigos que não levassem seus filhos naquele parque. Falei: vai acabar morrendo alguém e isso vai virar um pesadelo na minha vida" informou o ex-técnico ao G1.

Segundo o técnico, depois do acidente ele chegou a sugerir que instalassem cintos nos equipamentos, já que a trava não oferecia segurança para os usuários. “Eles disseram que o investimento era muito alto e que não precisava, já que tudo estava liberado para funcionar”, afirmou. “Colocaram cintos só no Cabhum”.

O técnico disse ter feito a mesma denúncia ao Conselho Regional de Engenharia (Crea). “Mas só aceitaram a notificação verbal. Disseram que não poderiam protocolar o documento, já que eu não era engenheiro”, declarou, sem saber se tomaram alguma providência.

Lembrando que o parque continua interditado e ficará assim até cumprir todas as exigências da Defesa Civil.

Fonte: G1 RIO

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