Aqui, você conhecerá ou relembrará todas as "Terras" Temáticas do Terra Encantada, de 1998 a 2010, com cada coisa que existiu ou teve planejamento de existir, cada magia que ficou lá, nesses 12 anos de funcionamento. Viaje com a gente!
A Rua Principal do Terra Encantada já passou por muitas histórias. Construída em 1998, abrigou várias lojas como Bob's, Mc Donald's, PizzaMille, Kibon, Casa do Pão de Queijo, entre outras, que ao todo eram 60. Ali, naquela Rua, você já entrava na magia do parque, mascotes passavam o tempo todo para tirar fotos com os visitantes, um almoço tranquilo era garantido com uma bela vista para o Castelo, ainda em construção, e a gostosa brisa da Barra. E de noite, o Festival da Rua Principal tinha a promessa de animar a galera. Todas as lojas da Rua Principal ficavam abertas até altas horas da noite, inclusive o Simulador, local que passava filmes incríveis com efeitos 3D da Kodak, empresa que iria também ceder filmes para o Cine IMAX, que nunca chegou a ser inaugurado, graças a um problema envolvendo a situação do parque, já naquela época.

Nesses tempos, o Terra Encantada já tinha diminuído bastante seu público. A magia já estava indo embora em um ritmo lento, já que ainda sobrevivia algumas coisas da época gloriosa de 1998/1999, porém os mascotes já tinham preparado as malas e foram viver bem longe da Terra Encantada. Só sobravam fotos e pinturas em atrações com suas caras e bocas. E o tempo passava, e a Rua Principal ficava cada vez mais cinza sem nenhum brilho, apenas com traços do tempo de glória. Em 2006, houve uma pintura dos prédios, para aparentar maior beleza ou segurança, já que a estrutura estava bastante avariada com o tempo. O único porém é que toda as características originais foram definitivamente perdidas nessas pinturas. Prédios foram modificados, e a Rua Principal se tornou em uma rua comum, como outra qualquer, com prédios pintados de cores diferentes, sem mais quase nenhum detalhe.
A partir daí, apenas restavam poucas lanchonetes e a lojinha de souvenirs da Terra Encantada, que mais tarde foi transferida para um quiosque em frente a Monte Makaya. Além disso, ia embora o Simulador, que possuía todas as suas 4 salas quebradas e não exibia mais o filme "Em Busca do Obelisco", deixando mais um vazio na Rua Principal. Sem perder tempo, o parque desativa as cadeiras e o transforma em Cine 3D exibindo alguns filmes que tinham a tecnologia em 3D.

Com a perda do Simulador e a adição do recém-criado Cine 3D, a Rua Principal permaneceu a mesma durante vários anos, com o Portal das Trevas, que seria desativado no ano de 2010 em função do baixo público, as poucas lanchonetes e o deck com os mirantes, que também foram bastante avariados pelo tempo, tanto que possuíam suas estruturas de ar condicionado com risco de desabar, fora que o mirante em si já estava bastante enferrujado. Uma pena, porque lanchar ali era realmente delicioso. E foi na Rua Principal que a Terra Encantada trouxe a sua mais nova atração depois de anos. Hulk - A Metamorfose mostrava aos visitantes a transformação do Dr. Bruce Banner na terrível criatura verde; pena que não durou muito e foi fechada. Em 2009, o Terra Encantada fecha contrato com a Rede Record, que faz o segundo grande ataque a Rua Principal. Para a transformação em cenário da Gamboa, local que se passava a novela Bela, a Feia, a Record mudou o estilo de todos os prédios da Rua Principal, deixando-os mais velhos e com aparência de mais abandonado, permanecendo assim até o encerramento das atividades do parque, em Junho de 2010, em virtude do acidente na Monte Aurora.
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A Terra Africana era onde a adrenalina se concentrava. Pegar o caminho direito do parque significava que você queria se aventurar nas 8 inversões da Monte Makaya, ter uma vista linda do Tombô, curtir os balanços da Caravela e se divertir no Fórmula TE. O passeio começava pelo Tombô, uma espécie de tapete que levava os visitantes até a altura de 21 metros, obtendo uma vista linda da Barra da Tijuca e do parque. Sua pintura e tematização tribal chamava a atenção de tão perfeita que era. Após o Tombô, você se deparava com um espaço vazio, onde estava se anunciando o "Planet Hollywood Rio de Janeiro" e era vendido camisas com a logo do que seria o único Planet Hollywood brasileiro. Seria. Não saiu do papel, e mais tarde no mesmo local foi hospedado um circo com diversos brinquedos, como um Kamikase.

Mas quem entrava na Terra Africana, via no fundo aquela atração que era a estrela do parque, a estrela do Brasil. Uma gigantesca obra de aço com 8 inversões chamada Monte Makaya. Em homenagem as montanhas brancas Makaya no Congo, essa montanha-russa feita pela Intamin AG conquistou o Brasil e o mundo pela sua suavidade, emoção e adrenalina. Ir da estação, passando pelo looping, o delicioso cobra-roll, os dois saca-rolhas e os três alucinantes parafusos, depois pegar os dois helix's finais era o passeio do sonho de qualquer brasileiro fanático por parque.
Mas o tempo chegava a Terra Africana. O Tombô, foi desativado em 2005 já que o seu motor pifou e era muito caro pro parque na época comprar outro. Foi a perda de mais uma atração. O circo com seus brinquedos, foram embora e só ficou um grande espaço cheio de grama, que mais tarde em 2010, seria substituído pela casa noturna Barra Show. A Caravela perde a maioria de suas luzes, tem sua pintura modificada e deixa de ser aquela caravela de Pedro Alvares Cabral, para ser uma barca com as cores do Brasil. A Monte Makaya se afogava em ferrugem e para piorar, tem sua estação destruída por um balão, perdendo toda a sua temática original e um dos seus trens. Em 2008, graças a um comercial do absorvente Always, a Monte Makaya tem a cor dos seus trens mudada, ganhando uma lateral azul. Em 2010 suas sapatas ganham pinturas coloridas. Com o encerramento das atividades do parque em Junho deste ano, a Terra Africana encerrava suas operações já sem nenhum cenário que lembraria os tempos de inauguração.
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Em um parque que se trata de cultura brasileira, os índios provinientes das mais diferentes áreas do país não podiam ficar de fora. Nesse contexto, o Terra Encantada tinha com uma de suas áreas temáticas, a Terra dos Índios, que simbolizava a cultura indígena presente no nosso país. A atração-chefe dessa área tematica era a Corredeiras, um rapid river de 600m muito louco que foi inspirado no Congo River Rapids, do Busch Gardens Tampa, na Flórida / EUA. Para embarcar em um dos botes desse rio selvagem feito pela Intamin AG era necessário passar por uma fila de pedras até chegar a plataforma giratória onde a aventura começava. Logo de ínicio, vinha as cachoeiras, que te davam o banho inicial. A medida que o visitante curtia o percurso, era possível a temática indígena, com ocas e cabanas, fora os animais das florestas, como jacaré e macaco, que sempre jogavam água em você. Mas o que garantia você sair ensopado mesmo era a caverna, que possuía duas grandes cachoeiras, na entrada e na saída. Não tinha como você sair seco das Corredeiras!
Na saída, você encontrava várias cabanas de índio, que complementava o cenário. A própria cabana das Corredeiras, onde vendia souvenirs e um restaurante que possuía pinturas índigenas e palhas de oca como teto. E como não poderia ter sido diferente, o desgaste do parque chegou a Terra dos Índios. A Corredeiras já não tinha mais a sua água limpa, fora que sempre ficava um bom tempo em manutenção, o restaurante fechou e ficou sem teto já que as palhas das ocas sumiram, junto com a tematização do local. Só sobrou uma praçinha em frente a Corredeiras com elementos do mar retirados do percurso da atração.
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Dizem que as crianças são o futuro do país. E foi pensando nisso que o Terra Encantada planejou a Terra das Crianças. Nesta área temática, cada criança podia tomar pequenas, mas emocionantes, altitudes no Teco-Teco, Bambalão e no Zum Zum, explorar a floresta e seus mistérios na Terra do João do Mato, um playground gigante com tematização impecável e passear tranquilamente a bordo de um tranquilo cavalinho do clássico Carrossel, que teve seus painés pintados a mão, onde a nostalgia sempre se fez presente. Porém, a Terra das Crianças tinha mais para dar para nossos pimpolhos. Os pais podiam entrar na brincadeira e saber como era a fabricação do chocolate na Fábrica de Chocolate, atração patrocinada pela Garoto, que reproduzia o cheiro de cacau e cada passo na fabricação de barras de chocolate. Na saída, tinha uma loja da Garoto, onde os visitantes podiam comprar as últimas novidades no mundo do chocolate.
Na Vitória-Régia, logo em frente a Fábrica, os pais e seus filhos podiam curtir um passeio muito divertido (mas às vezes nauseante!) numa vitória-régia que girava e girava sem parar! E como não esquecer a Piuí, a primeira montanha russa de muitos cariocas que hoje já são adolescentes ou adultos. O passeio era em forma de 8, e dava várias voltas em um trenzinho para lá de especial! O cenário da Terra das Crianças era o mais mágico, o mais bonito, o mais perfeito. Árvores pintadas de uma cor gradiente com animais em cima fazia a alegria das crianças que apontavam para cima com um brilho nos olhos. As lojas e jogos divertiam tanto as crianças que já no final do dia, todas pediam para ir para casa depois de um dia mágico nesse pedacinho do parque que contagiava todos.
Com o passar dos anos, tudo se perdeu. Não existia mais Fábrica de Chocolate, tudo foi destruído por visitantes desordeiros que saíam dos carrinhos para pixar, a Garoto desistiu do patrocínio e a solução que o parque encontrou foi fazer um Trem Fantasma que no começo assustava, porém com o tempo, não assustava mais ninguém, fora que a sua fachada tinha uma pintura mal feita, que confundia os cenários de terror com a pintura da extinta Fábrica. Surgia também um Kart, que começou com carrinhos bem feitos, e no final acabou com carros depenados e que esquentava o motor fácil, oferecendo perigo aos visitantes.
Os brinquedos estavam perdendo seus movimentos originais e suas pinturas, ficando cinzas. O cenário mágico com árvores se tornou em um cenário de horror, já que as pinturas não conservadas enfeiavam mais do que enfeitavam, fora as lojas abandonadas. Se um dia passou crianças ali, com o passar dos anos, a maioria foi sumindo. A Terra das Crianças ficava vazia de crianças, mas tinha vários adolescentes que se aventuravam na bruta Vitória Régia, que teve seu disco principal quebrado fora o fato de ter posto cinto, por causa de sua alta velocidade e intensidade postas e no falido Trem Fantasma. O passeio de balão que fora prometido em 1999, ficou no papel mesmo, assim como a Terra Preservada, local que iria possuir animais e espécies de plantas da Mata Atlântica (O Terra tem 6 mil metros quadrados de mata nativa da Barra da Tijuca com vegetação de restinga). No dia do acidente na Monte Aurora, 19 de Junho de 2010, a Terra das Crianças recebeu feliz, depois de vários anos, várias crianças da ONG Sonhar Acordado que novamente tinham prazer de brincar naqueles brinquedos; como elas foram felizes! Pena que esse foi o último dia que a Terra das Crianças ia receber crianças novamente.
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Os colonizadores do Brasil. Em homenagem a essas figuras imporantes na história do país, surgia a Terra Européia. E ela começava por dois lados, o quem vinha pela Rua Principal ou o lado de quem vinha pela Terra das Crianças. Já a ultima área que contamos a história foi a Terra das Crianças, vamos começar pelo Chega Mais. O Chega Mais é um carrossel musical que vai para frente e para trás em uma velocidade muito rápida fazendo os frequentadores levantarem do banco! Ele era conhecido como o único que tinha "air time" no Brasil, traduzindo no pé da letra: tempo no ar. Isso significa que seus visitantes davam pequenos saltos para fora do banco. Em sua entrada, foi erguido um gigante castelo medieval em homenagem ao período da Idade Média na Europa. Andando mais a frente, encontravamos um muro, com fotos de alguns lugares da Europa, como Alemanha e Itália. Este muro escondia a área de obras do Ressaca, um splash que ia fazer a diversão nos dias de calor do verão carioca junto com as Corredeias. Infelizmente, por falta de dinheiro ele não foi montado e foi vendido para o Playcenter de São Paulo.
Porém, a esquerda, acompanhávamos os giros do chapéu mexicano Tornado, a beira do maravilhoso lago. Era totalmente relaxante acompanhar a brisa dos ventos da Barra da Tijuca, tanto que o Tornado sempre teve longas filas. Ainda mais, tinhamos um quiosque de sorvetes do Mc Donald's e mais algumas lojinhas. A grande surpresa da Terra Européia era o Cabhum, o primeiro modelo desse tipo de queda livre no Brasil. Fabricado pela Intamin AG, o Cabhum tinha uma altura de 67 metros, o que equivalia a um prédio de 22 andares. A descarga de adrenalina proporcionada por esse gigante vermelho era tanta, que fazia o Cabhum ir para o segundo lugar das atrações mais radicais do parque, perdendo somente para a Monte Makaya. Eram 4 cadeiras que te levam a uma linda vista da Barra da Tijuca e após um "CLEC", caem a 100 km/h. Insano, porém totalmente gratificante.
O tempo passou. O muro do Ressaca foi embora, e agora o parque tinha mais um imenso campo verde. E nesse tempo, veio a Monte Aurora, a ex-Abissal que ia ficar dentro do Castelo das Águas. Homenageando, uma das mascotes do parque, a montanha russa Galaxy da Zamperla chegou na cor preta, mas logo foi pintada de vermelho e amarelo para combinar com o Tornado, logo a sua frente. A Monte Aurora protagonizou os dois piores acidentes do parque, e um deles levou o parque ao encerramento de atividades. O primeiro em 2005, durante uma festa dentro do parque, foi o primeiro aviso que alguma coisa naquela montanha russa estava errada. O vendedor Frank Ribeiro de Souza caiu de uma das curvas da Monte Aurora, ou seja 8 metros de altura. O acidente só não foi mais grave porque ele caiu em cima do teto da estação, porém ficou vários dias em coma e com cicatrizes na cabeça. Existe uma grande batalha para dizer de quem foi a culpa, e por isso, não iremos dizer nada aqui. O segundo acidente, dessa vez muito mais grave, foi com a ajudante de cozinha Heydiara Lemos Ribeiro de 61 anos foi arremessada para fora da Monte Aurora, caindo de uma altura de aproximadamente 10 metros. A vítima não sobreviveu e com isso, o parque sofreu a sua segunda interdição e como não possuía dinheiro para consertar todos os brinquedos, que tinham várias falhas mecânicas e estruturais, fechou as portas e teve seu diretor e engenheiro indiciados por homícidio culposo.
Não foi só a Monte Aurora que teve problemas. Logo na inauguração, o Cabhum machucou a atriz Isís de Oliveira, que entrou com um processo contra o parque, fora que recentemente ficou 2 anos parado para manutenção, pois uma descarga elétrica tinha acabado com seus softwares, o que a atração precisa para funcionar. O Tornado, foi perdendo suas luzes, restando nos dias atuais, apenas a parte debaixo, fora que sua cor também foi desbotando. O Chega Mais teve também suas lampadas queimadas, restando apenas poucas e que não possuem mais nenhum sequenciador. Seu castelo, belo e imponente nos dias de inauguração, agora é uma estrutura feia e sem brilho, com a maior parte sem tinta e pixado por visitantes que destroem o parque. A Terra Européia foi sem dúvidas um dos grandes centros de problemas da Terra Encantada.
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Esperamos que você tenha gostado do passeio através da história das áreas temáticas do Terra Encantada! Afinal, tudo isso é feito com carinho só para você!
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